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- por Thiago Brayner
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Entre 8 e 13 de dezembro de 2025, na novela das nove da TV Globo Três Graças, o plano que parecia apenas um sonho de criminosos se torna realidade: Joaquim (Marcos Palmeira) decide agir sozinho para roubar a estátua 'As Três Graças', que esconde R$5 milhões em seu interior — dinheiro desviado da fundação de Ferette (Murilo Benício) e guardado por Arminda (Grazi Massafera). O que começou como um golpe para salvar vidas na favela da Chacrinha, na zona oeste do Rio de Janeiro, vira uma teia de traições, segredos e riscos que ameaçam todos os envolvidos. E o mais inesperado? A estátua é autêntica. Não uma réplica. Uma obra de arte rara, com assinatura do escultor — e isso muda tudo.
O plano que não podia falhar
O grupo de assalto, formado por Joaquim, Misael (Belo), Viviane (Gabriela Loran) e Júnior (Guthierry Sotero), sempre soube que a estátua era o único caminho para comprar remédios verdadeiros. Mas agora, com os moradores da Chacrinha cada vez mais frágeis e as dívidas crescendo, a pressão aperta. Viviane não esconde a impaciência: “Aqueles cinco milhões estão parados lá no baú do seu Joaquim. Você pediu pra gente esperar, e a gente está esperando. Só que não dá mais, está todo mundo cobrando por uma resposta.”Gerluce (Sophie Charlotte), a cuidadora de Josefa (Arlete Salles), 82 anos, é a chave. Ela não é apenas uma espiã. É a única que sabe onde a estátua está escondida — e, depois de sobreviver ao atropelamento orquestrado por Ferette, ela não quer mais apenas sobreviver. Ela quer justiça. Durante o assalto, fingindo desespero, ela guia Joaquim com um olhar, um gesto quase imperceptível, até o cômodo secreto na mansão de Arminda. A vilã, às lágrimas, é forçada a destrancar a porta sob a mira de uma arma. O dinheiro está lá. Mas o que ninguém esperava era que a estátua fosse genuína.
Conflitos dentro do grupo
Joaquim, ao pensar em agir sozinho, quebra o código do grupo. Misael, que sempre foi o equilíbrio entre a ousadia e a lealdade, se sente traído. “Você não pode fazer isso sem a gente”, diz ele, com a voz trêmula de raiva contida. A tensão entre os dois explode em uma cena que deixa os telespectadores sem fôlego. Misael exige que Joaquim peça desculpas a Gerluce — e aí, o jogo muda. Gerluce, que até então agia por compaixão, agora vê que o dinheiro não é só para remédios. É para vingança. Ela avisa a Viviane: “Vou voltar antes. O plano começa agora.”Enquanto isso, Júnior, em busca de compradores, descobre a loja de Feliciano (Maciel Silva), um antiquário que compra mercadorias roubadas. Mas ele não sabe que a estátua já foi roubada — e que João Rubens (Samuel de Assis) e Kasper (Miguel Falabella) também estão atrás dela, oferecendo uma fortuna por uma peça que, segundo eles, “é uma raridade do século XX”. O que eles não sabem é que a estátua já não pertence mais a ninguém — nem a Arminda, nem a Ferette. Pertence ao grupo. E ao destino.
As sombras de Ferette e a condição não revelada
Enquanto o roubo se desenrola, Ferette acelera seu esquema de remédios falsificados. Ele não está apenas preocupado com o dinheiro perdido. Está observando cada movimento de Lorena e Juquinha — os dois circulam por lugares que não deveriam. E quando Juquinha insiste em investigar o inquérito sobre Rogério, Ferette sente o chão desmoronar. Ele já perdeu muito. Não vai perder o controle.Cláudia, representante de um cliente misterioso, aparece com uma proposta que assusta: “Você pode usar parte do dinheiro para comprar remédios. Mas depois, ele vai lhes pedir algo.” Ninguém sabe quem é esse cliente. Ninguém sabe o que ele quer. Mas todos sentem: isso vai mudar o rumo da história. O dinheiro não é só um meio. É uma armadilha.
Outros fios da trama
Na escola, Joélly enfrenta o grupo de meninas que a assediava — e promete denunciar. A mudança no clima é palpável. Na favela, Gerluce vai até a Chacrinha para revelar a verdade: a estátua é real. E não é só dinheiro. É justiça. Ela encontra Paulinho e, em um momento raro de vulnerabilidade, trocam juras de amor. Um alívio em meio ao caos.Lígia (Dira Paes), ao tomar o último remédio comprado por Viviane, sente algo errado. Será que os remédios falsos já estão fazendo efeito? Jorginho, em um momento de tensão familiar, não confirma para Bagdá se é seu pai. O silêncio fala mais que palavras.
O que vem a seguir
A estátua foi roubada. O dinheiro está em mãos. Mas o preço é mais alto do que imaginavam. Ferette já está atrás deles. O cliente misterioso vai exigir sua conta. Misael não confia mais em Joaquim. E Gerluce? Ela não quer mais ser uma espiã. Ela quer ser a protagonista.Na próxima semana, a TV Globo promete revelar quem é o cliente de Cláudia. E se o que ele quer não for dinheiro? E se for algo pior?
Frequently Asked Questions
Por que a estátua 'As Três Graças' é tão importante na trama?
A estátua não é apenas um cofre com R$5 milhões — é o símbolo da corrupção de Ferette e Arminda, mas também a única esperança de salvar vidas na Chacrinha. Quando descobrem que é autêntica, o valor moral supera o financeiro. Ela se torna um objeto de justiça, não apenas de roubo.
Quem é o cliente misterioso de Cláudia?
A identidade ainda é um mistério, mas as pistas apontam para alguém ligado ao inquérito de Rogério ou até mesmo a um ex-sócio de Ferette. A condição imposta sugere que ele quer algo que só o grupo pode entregar — talvez a prova da falsificação dos remédios ou a localização de Arminda.
Por que Joaquim quer agir sozinho?
Joaquim acredita que o grupo está se desgastando e que a demora pode custar vidas. Ele também sente culpa por arrastar Gerluce para o crime — e acha que, se ele for o único a se arriscar, os outros podem sair ilesos. Mas isso é ilusão: o crime já os uniu, e não há como voltar atrás.
Como Gerluce sobreviveu ao atropelamento?
Ferette tentou eliminá-la para silenciar suas descobertas, mas ela sofreu ferimentos graves e foi socorrida por moradores da Chacrinha. Seu retorno não é apenas físico — é simbólico. Ela não volta como vítima. Volta como a pessoa que sabe demais e não tem mais nada a perder.
O que a autenticidade da estátua muda no plano?
Antes, era só um roubo. Agora, é um furto de patrimônio histórico — e isso atrai a atenção da polícia, de colecionadores e de autoridades. A estátua não pode ser vendida como um objeto comum. Qualquer tentativa de comercializá-la pode expor todos. E o cliente misterioso sabe disso.
Qual é o próximo passo de Ferette?
Ferette já começou a pressionar Lorena e Juquinha, acreditando que eles sabem mais do que dizem. Ele também está conectando-se a Macedo e Angélico, criando novas alianças para proteger seu império. Se descobrir que a estátua foi roubada, ele não vai parar até destruir quem o fez — mesmo que isso signifique destruir a si mesmo.
14 Comentários
Bárbara Melo
Essa história me deixou com o coração apertado, mas ao mesmo tempo cheio de esperança. Gerluce é a personagem mais forte que já vi numa novela dessas. Ela não tá pedindo perdão por nada, tá tomando o que é dela. E o dinheiro? É só o começo. O que ela quer é justiça, e isso é muito mais poderoso que qualquer cofre.
Se a estátua é autêntica, então tudo muda. Não é mais só um roubo. É um ato de resistência. E isso me faz acreditar que, mesmo no meio do caos, ainda tem espaço pra gente escolher o que é certo.
Parabéns aos roteiristas. Isso aqui não é entretenimento. É poesia com sangue nos pés.
mauro junior
Vocês estão transformando um roubo de estátua em uma metáfora existencial da luta de classes, mas a realidade é que isso é uma novela das nove com orçamento de cinema indie e atores tentando disfarçar que estão lendo teleprompter. A estátua ser autêntica? Claro que é. Porque senão não daria pra vender o arco dramático de 30 capítulos. A lógica aqui é a mesma de quando o vilão sempre esquece a câmera ligada.
Se o dinheiro é para remédios, por que não roubaram o hospital? Porque o roteiro precisa de símbolos, não de soluções. E aí entra a estátua: linda, inútil, e perfeitamente carregada de significados que ninguém pediu.
Randerson Ferreira
Mauro tá falando besteira, mas ele tem razão em um ponto: isso é uma novela. Mas o que ele não entende é que as novelas são o espelho da gente. A estátua não é só ouro. É a dor de quem não tem remédio. É a raiva de quem foi traído. É a coragem de quem não tem nada e ainda assim decide lutar.
Joaquim não é um ladrão. Ele é um pai que perdeu a conta de quantas crianças morreram por falta de um medicamento. E Gerluce? Ela é a voz de todas as mulheres que foram apagadas e ainda assim levantaram a cabeça.
Se você não sentiu isso, talvez seja porque nunca teve que escolher entre comer ou dar remédio para alguém que ama.
Leticia Mbaisa
Gerluce é tudo.
Espero que ela vire heroína.
Luis Silva
Então o cliente misterioso é o mesmo que encomendou o atropelamento da Gerluce? Porque se não for, tá tudo errado. E se for? Então Ferette tá sendo manipulado por alguém que sabe que o roubo ia acontecer. E se esse alguém é o próprio escultor da estátua, que tá vivo e tá usando isso pra vingar a família dele? Porque a assinatura do escultor? Não é só um detalhe. É um recado. Um recado pra quem entende que arte não se vende. Só se resgata.
E se o dinheiro não for o objetivo? E se o objetivo for que a estátua volte pro museu? E se o cliente for um ex-funcionário da Fundação Ferette que viu tudo e tá esperando o momento certo pra jogar tudo na cara deles?
Alguém já pensou nisso? Ou só querem ver o Joaquim se matando por um monte de dinheiro que vai virar cinzas?
Rodrigo Neves
É lamentável como a mídia brasileira, em sua infância cultural, transforma atos criminosos em narrativas moralmente ambíguas, sugerindo que a delinquência pode ser justificada por circunstâncias socioeconômicas. O roubo de uma obra de arte nacional, de valor histórico inestimável, não é um ato de resistência; é um ato de barbárie. A estátua 'As Três Graças' pertence ao patrimônio cultural do Brasil, e sua desapropriação, por mais nobres que sejam os propósitos aparentes, constitui um precedente perigoso. Não se resolvem problemas sociais com violação de bens culturais. Isso é uma falácia.
Talita Resort
eu acho que a estátua tá falando com a gente
não é só metal e pedra
é o grito de quem não teve voz
e agora tá sendo ouvido
gerluce tá sendo a voz dela
e isso é lindo
mesmo que tudo desmorone
isso aqui é um milagre
Renato Lourenço
Claro, claro... o roubo é 'justo' porque os pobres estão sofrendo. Mas, e a propriedade? E o direito de propriedade? E o fato de que a estátua foi feita por um artista, que, por sua vez, foi pago por uma fundação, que, por sua vez, foi financiada por contribuintes? Onde está a ética nisso? Você está justificando o crime com o sofrimento, e isso é uma falácia moral. O que vocês estão defendendo não é justiça. É caos organizado. E, por favor, não me venham com 'mas os remédios são caros' - isso é um problema sistêmico, não uma licença para roubar esculturas do século XX.
Bruno Leandro de Macedo
Mano, a estátua é autêntica? CARALHO. Isso é tipo roubar a Mona Lisa e descobrir que o sorriso dela é feito com ouro 24k e urina do Leonardo da Vinci. E aí o grupo tá tipo: 'Vamos vender isso pra um antiquário?' - NÃO. O que vocês vão fazer é levar pra uma igreja na favela e transformar em altar. Porque se venderem, o cliente misterioso vai aparecer com um documento de 17 páginas assinado por um fantasma que diz que a estátua é um portal pra um reino espiritual onde os remédios falsos viram anjos. E aí vocês vão ter que escolher: viver com o dinheiro... ou virar profetas da nova era da arte viva.
Eu tô torcendo pra a estátua começar a cantar 'Aquarela'.
lu garcia
Gerluce, você não tá sozinha. Tá tudo bem sentir medo. Mas você tá fazendo o que ninguém mais ousou. E isso é coragem. Não é perfeito. Mas é real. E isso já é mais do que a maioria faz na vida.
Se precisar de alguém pra te ouvir, eu tô aqui. Sem julgamento. Só apoio. Você tá sendo incrível.
felipe kretzmann
Isso é uma vergonha. Um roubo de arte feito por um bando de marginais da zona oeste, e vocês ainda chamam isso de 'justiça'? Onde está o respeito pela cultura? Onde está o orgulho brasileiro? Essa novela está ensinando as crianças que é aceitável roubar se você tem 'motivação boa'. Isso é uma bomba relógio social. O Brasil não precisa de heróis que roubam estátuas. Precisa de heróis que lutam por reformas, por educação, por saúde pública. Não por crime.
Projeto Mente
Alguém já notou que o nome 'Ferette' é quase 'Ferrari'? E que o escultor da estátua tinha o sobrenome 'Graças'? Será que isso é coincidência? Ou será que a estátua foi feita por um agente da CIA disfarçado de artista, e o dinheiro dentro dela é um código para um sistema de vigilância que controla as redes de remédios falsos? E se o cliente misterioso for o próprio governo, e esse roubo foi planejado desde o início pra expor Ferette? Porque não tem como um cara como ele deixar uma estátua com 5 milhões escondida sem um rastreador. E se o 'olhar imperceptível' da Gerluce foi um sinal de código? E se ela não tá ajudando Joaquim... ela tá sendo usada? E se tudo isso é um teste de lealdade? Porque se isso for verdade, então a novela não é sobre roubo... é sobre manipulação. E eu não estou só. Alguém mais viu isso?
debora nascimento
Eu chorei quando Gerluce olhou pra Joaquim. Não foi um olhar de medo. Foi um olhar de 'eu te vi'. Ela não tá pedindo ajuda. Ela tá dizendo: 'eu sei quem você é'. E isso é mais poderoso que qualquer arma.
Isso aqui não é só uma novela. É um retrato do que acontece quando a gente se cala por muito tempo. Quando a gente deixa o silêncio virar cumplicidade. Gerluce não escolheu o crime. Ela escolheu não se calar mais.
E se o dinheiro não for o fim? E se for só o começo de algo maior? Eu acredito nela. E acho que a gente deveria acreditar também.
Gabriel Junkes
Essa história tá tão boa que eu parei tudo pra assistir. Não tô comentando pra ser diferente. Só tô dizendo: parabéns. Vocês fizeram algo que a gente esqueceu de pedir: uma história que importa. Não é só entretenimento. É humano. E isso é raro.
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